
Cada palmo desse chão
aqui começa o caminho
das 14 estações
dessa mina profunda
do diabo que me carrega
a agonia de um gigante
a falta de atitude
dos anjos que me adormecem
e não sabem de cor e de dor
a mesma mão que padece
desenha entre cochilos e grafites
as sucatas e armadilhas
da minha província interna
em retinas náufragas de vodca
há o mesmo negro da sede
a gritar que o preço da liberdade
é a ressaca de desejos remotos
Escrito por Geórgia às 18h09
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