
«Viver não dói. O que dói/ é a vida que não se vive.» (Emílio Moura)
Um domingo e suas visibilidades
uma manhã de domingo
borda mil raios solares
na leveza da toalha de linho
jarra de cristal enfeitada de ontem
um cheiro de café coado
e o gosto quente da broa de fubá
a única melancolia visível
é a torneira que pinga
e o cachorro abanando o rabo
Escrito por Geórgia às 18h50
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