
Minha leitura não é mistério
a olhos atentos sou portátil
caminho entre hortaliças
adormeço em varandas
aro quintais para novos dias
até semear sobre a mesa
a mesma cor de vinho rascante
ou sabor de carne adormecida
que se incorpora a esse melhor
do pior de mim
e só quando todos dormem
eu enfeito as janelas
em lágrimas de partir o pão-nosso
na mansidão da minha morada
Escrito por Geórgia às 22h23
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