
A pedra
eu,
do lado de dentro da pedra
calcificada em termo inteiro
o meio-termo do estático
tão ausente da poesia nossa
que quando germinada em gelo
causa o efeito petrificado
e o design de areia
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(porque hoje é sexta feira...até as pedras se manifestam)
Escrito por Geórgia às 18h39
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"Duas vezes se morre:/ Primeiro na carne, depois no nome." (Manuel Bandeira)
Sepulcrário
morreram as almas
que habitavam em mim
apenas sobrevivem
os meus ardis
nesse marasmo
de cemitério
(e esse sorriso fúnebre
quando te prenuncio a minha partida)
Escrito por Geórgia às 19h41
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