| |

Ontem eu fui à festa na casa do Bolinha
Mais inocente que a chiquita bacana lá da martinica,
deve ter se distraído naquele por de sol e não identificou que a hora também prescreve, mesmo com a potencialidade de um flauta que toca e que lambe. Quando acordou a noite adentrava a varanda nunca usada, mas ainda assim, era festa. Com olhos de magnólias distantes cortou o tempo em lâminas finamente congeladas e embaladas a vácuo, decidida a apagar a insensatez da lua e toda a sua brilhância. Distribuiu o que congelado está, para ser engolido por bocas escancaradas, em doses enfileiradas, com a magnitude aparente de uma boneca de pano dessa Disneylândia; porque a vida continua uma festa e os convidados são cruéis e famintos. As boazinhas-malvadas são facilmente reconhecidas pelo cheiro do visgo que transcede qualquer circunstância angelical, e tem fome, muita fome. Aos distraídos-simpáticos entregou a chave da saída de emergência rumo ao paraíso da pirataria. Por pirraça, que boneca de pano não é de ferro, não lhe apetece o malbec que intervém tediosamente no tonel de jacarandá, e finge que o carvalho irrita-lhe as entranhas tanto quanto arranha sua garganta. Serviu água benta acompanhada do desabafo de um cartão pessoal : - com os meus cumprimentos, foi uma festa de arromba! Dê lembranças à Glorinha.
Escrito por Geórgia às 10h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]

É Desconcertante A Criança Que Mora Em Mim
de qualquer maneira
resta um ruído bom
(quase infantil)
que não arranha o replay
que ainda pode animar o exílio
Escrito por Geórgia às 20h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|