
o que me sobra, dá samba.
o que me falta, dá sombra.
quanto custa
esse poema avulso
se aqui desmaia o que me sobra
(e escorre pelo parapeito)
enquanto o céu permanece
e tão lindo floresce a janela?
quanto importa
o traço do poema no (im)pulso
se hoje é dia
da poesia (en)tornar um porre
e sem efeitos especiais
cair esparramando no
samba dessa vida?
Escrito por Geórgia às 18h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]

Action
sempre há a hora do intervalo
que não mais precisa esfregar
nem carece clarear
- é quando a situação se faz
esqueça o molho que empalidece
o abandono de ficar quarando
sobre a grama enluarada
e me leve, me lave, me love
na mais límpida atitude multi-ação!
xxx
(um dia eu vou entender porque
a gente vê poesia
até na hora de fazer mercearia!...)
Escrito por Geórgia às 17h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|