... perguntei e respondi como convém a um humano quando quer abrandar a solidão. E não me bastou, não foi suficiente porque a ferocidade e a demência andam juntas, nas consoantes ou nas tintas, sem conseguirem estancar os vazamentos todas as vezes que a vida afunda. (Ilídio)

Assassinato artístico
que morra
em cova funda
o grito e a poesia
que morra
a vertigem do texto
que morram as vãs palavras
que morram os verbos
os trejeitos de um poeta
e os esboços de uma artista
morremos nós, eu, tu, eles
enquanto o assassino nos espreita e
a arte anda vadiando por aí
tateio a sensação de que já vou tarde
Escrito por Geórgia às 19h45
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