Escrito por Geórgia às 09h47
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Cumprindo às indicações e não deixando a peteca cair, segue a corrente da Literatura Brasileira e meu abraço ao Manoel Carlos. Ex-Libris da Tugosfera
Não podendo sair do Fahrenheid 451, que livro quererias ser?
Re: Poxa, um livro de Monteiro Lobato. Ah! Gostaria muitíssimooo de ser o livro do Norman Rockwell, A Classic Treasury
Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por algum personagem de ficção?
Re: Não. Sou tendenciosa a viver a realidade, com os pés cravados no chão. Nunca pensei ser um personagem de ficção. (Geórgia que o diga)
Qual foi o último livro que compraste?
Re: Compro em profusão! Toda a minha casa de porta-a-porta, é uma grande biblioteca. Às vezes mudo-os de lugar e tudo se renova. Comprei Invenção de Augusto de Campos. Comprei Terceira Sede de Carpinejar e guardei debaixo do meu travesseiro, quase uma oração noturna
Qual o último livro que leste?
Re: Budapeste de Chico, que ganhei de presente. Reli Mutações de Liv Ullmann e auto-biografia de Lee Iacocca Todos ao mesmo tempo, que é assim que eu gosto
Que livros estás a ler?
Re: A reler, digo eu. Poemas de Mário de Sá-Carneiro - pela décima vez, e Esfera de Antoniel Campos: – pela décima vez. Criatividade de Fayga Ostrower.
Que (5) livros levarias a uma ilha deserta?
1) Toda a obra do Pessoa. Toda! 2) Adélia Prado 3) Ana Luisa Amaral 4) Rubem Alves 5) Maiakóvski
(e a Galeria Delta da Pintura Universal)
A quem vais passar este testemunho e porquê?
A Elise – amiga querida e pessoa rara
Antoniel Campos – pessoa especial de sensibilidade ímpar
Valéria Tarelho - poeta-à-flor-da-pele, que tem todos meus aplausos
Ilídio – eu o acho fantástico!
E se Márcio Scheel estivesse no ar, com certeza seria convocado! Sou sua fã.
Escrito por Geórgia às 12h58
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‘’Eu de cabeça pra baixo no centro da minha consciência de mim’’ (FP)
Como desencantar os pássaros do arvoredo
fazer a lua dormir mais cedo
te entregar um coração desacelerado
e a morte indolente dos versos
que amanhecem em tua cama?
como voltar ao eixo
acertar o prumo da caligrafia
dos poemas que hão de vir
e desengasgar os pássaros que querem ir?
se só sei me despejar amanhecida em ti?
Escrito por Geórgia às 21h33
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descosturando
Insônia é quando a alma ronca e os olhos vagueiam. Em insônia gosto do som de violinos, quando escuto fico nostálgica. Quando fico melodicamente nostálgica tenho por hábito conversar com a minha caixa de costuras, ou buscar os meus guardados. Eu tenho uma caixa redonda, dessas que guardavam chapéus, onde eu guardo alegrias e pedaços de amores pessoais e intransferíveis. Não é necessário ser uma longa e amorosa carta, basta que seja um bilhetinho, o papel que enrolava o chicletes de canela, a entrada para uma grande estréia teatral, o cartão magnético de um quarto de hotel, aquele torpedo enviado em última circunstância, a tampa do champagne que não estouramos, o testemunho da compra de flores, ou qualquer outra coisinha tão simples assim, de nós dois. Às vezes eu subo na cadeira nas pontas dos pés e silenciosamente retiro de cima do armário essas minhas confissões, feitas de retalhos de versos coloridos. Se eu alinhavasse um a um, teria, por mérito, uma bela colcha para me aquecer e me enfeitar, mas prefiro espalhá-los em cima da mesa e deitar olhos de reprise sobre esses meus excessos, enquanto vou lustrando um a um, alvejando, expondo-os à sensibilidade do som dos acordes que ouço tão intimamente. Meu maior medo é deixar que, em qualquer dia desprovido de sol, as minhas memórias-úmidas mofem. Meu maior medo é que assim, mofadas, não mais me façam companhia, deixando-me o tédio do desejo de ter desejos.
Escrito por Geórgia às 10h03
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