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à espera do que vem do céu
Agora entendo da espera de Exupéry desde as quatro da tarde: se você vem caindo dos céus, em fim de tarde, para estrear o meu final de semana, desde já começam os preparativos da nossa partilha. Espiei por entre janelas, sorri para o sabiá, exauri o céu de um azul muito mais azul, recolhi todas as estrelas para desenhar no lençol que te hospedará em mim. Arredei os móveis porque esse momento necessita de espaço, esparramei pétalas no caminho do tempo que se faz. Enquanto o vento balança o voil da cortina eu preparo nosso segredo: sonhos com chá de agapantos. Aquela lua da semana passada não tem mais, mas sei que você estará trazendo uma novinha para mim em seu inventário e nem teremos que prestar contas à São Jorge ou ao dragão. Usarei shampoo de laranja como é de seu agrado; e quando você chegar me encontrará envolvida em espumas e aromas, com olhos de madrepérola, à média luz de alguns vagalumes sedentos da vida que pulsa..
Escrito por Geórgia às 00h04
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Do Desejo Que Se Turva
(título retirado de um poema de Márcio Scheel)
descansa a pena
sem pena
no rascunho branco
das suas memórias
e finaliza a vontade
em um leve suspiro
: a gente morre porque não suporta a realidade
Escrito por Geórgia às 19h27
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