40°
pétalas que bóiam
em água morna
e essa vontade
gotejando pelo corpo
rendida
te querendo
a toda hora
em meu corpo
de vidrilhos
há restos
que morrem
à mingua
e sobras que
se multiplicam
parece simples
mas não é.
(VI – sempre há)
Das Inabilidades
há amores
que eu levo na brincadeira
- e sofro
que me levam a sério
- sofrem eles
às vezes o amor sobra
às vezes o amor falta
sempre há um vício emocional
que nos impede de buscar
o que se quer
nem anfetaminas
nem endorfinas
ou dopaminas
o que me estimula
é a minha memória poética
Solitude
ando farta de saudades
tudo sobra nesse espaço
aqui da minha janela
só o bem-te-vi me vê
enquanto o ja(z)mim
brota em estilhaços
no avarandado
do meu coração